Ano de eleição: quem está na frente, aqui ou lá?
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Semana passada, encontrei um gráfico de uma pesquisa feita em conjunto pelo IBGE e a Abap que mostra a composição da receita de uma agência de publicidade. Ele era mais ou menos assim:
Os valores aqui estão inteiros, mas podemos ver que a propaganda política representa uma parcela mínima na composição da renda de agências.
Recentemente foram implantadas as novas regras para campanhas políticas, que impuseram uma série de restrições à propaganda eleitoral brasileira. Dentre as novas exigências, estão: a proibição de showmícios, propagandas pagas em televisão, rádio, outdoor e a distribuição de brindes desde que não contenham nome ou número dos candidatos. Por outro lado, estão liberadas as peças impressas, pinturas e por via sonora, desde respeitem algumas regras com relação ao tamanho destas.
Vários setores foram afetados por conta da nova lei, uns mais outros menos, mas todos acabaram sentindo de maneira negativa às novas normas. O que me chamou mesmo a atenção foi a proibição da propaganda na internet, que ficou restrita apenas ao site dos candidatos. Dando uma olhadinha rápida para nossos vizinhos do norte, vemos a eleição mais badalada desde 1988, além de um fato interessante: o candidato democrata Barack Obama arrecadou mais dinheiro via internet do que sua equipe especializada na captação de recursos.
Pessoalmente, acho prejudiciais essas proibições e penso que os períodos eleitorais deveriam ser mais bem explorados, visto que há algum tempo a publicidade vem pregando a liberdade e a interatividade, pontos difíceis de se executar em um meio cerceado por leis, afinal, consumidores e eleitores são as mesmas pessoas.
Deixo agora algumas perguntas aos leitores, pois além de escrever, aprecio muito as opiniões aqui escritas, favoráveis ou não aos meus artigos: qual sua posição frente a essa nova lei? O Brasil deveria explorar mais esses períodos ou o modelo eleitoral americano é que favorece uma maior exposição?
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Acredito que isso segue a mesma linha do emburrecimento proposital da população.
Cortanto a Internet, por exemplo, que é um meio relativamente barato e transparente, e forçando a propaganda política apenas no horário reservado, você tira o peso que os partidos e candidatos menores poderiam vir a ter, já que a participação nestes horários é baseada no peso do partido.
Só quem “está lá” consegue visibilidade. E continua lá.
E tirar a concorrência do caminho é o mesmo que ter um único partido. Mas, neste caso, uma corja que briga consigo mesma pra ver quem fica com o pedaço maior do bolo.
Além de tornar a estratégia do “pão e circo” muito mais eficiente e as opiniões mais manipuláveis.
Querem tirar o osso de quem já não tem o que e como comer.
A internet deve ser liberada, forma clara e transparente de comunicação.
Isso é uma espécie de censura.
Acho que os Estados Unidos estão muita à frente do Brasil nesse aspecto.
As eleições desse ano marcarão história.
O “Case Obama 2008″.
Essa nova Regulamentação , logo implica no proprio comportamento e espírito “Internético”. Uma hora que não apenas sendo uma mídia de pouco custo, é tambem a internet, um livre espaço de esposiçoes ideológicas, comerciais, Culturais e Etc.
Esse cenário Legislativo Atual é uma nova dialética seguimentar.
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