Amor e ódio, mais ódio do que amor
Por que será que a criação e o atendimento vivem em pé de guerra? Por que a criação adora falar mal do atendimento e o atendimento da criação? Uma vez ouvi um criativo descrever a entrevista de emprego de um atendimento:
“Oi sou Pafúnsia da Silva. Tenho 26 anos, só uso calça da Diesel. Levo e carrego pasta, sirvo cafezinho e também levo o cliente para tomar um choppinho”.
Cruzes! Que absurdo.
A relação mais engraçada e que mais rende histórias dentro de uma agência é justamente esse amor incondicional entre atendimento e criação. Ambos têm total consciência que sem um, o outro não trabalha, mas atormentar a vida do outro não tem preço. Esses dias a minha colega de atendimento descobriu um blog de sócio fobia contra profissionais desafortunados intelectualmente. Muito engraçado! Vale a pena conferir.
Nunca estive na cadeira de um criativo, então não sei dizer como é a vida deles, mas ocupo a cadeira de atendimento e posso dizer como é o nosso dia-a-dia. Nossa função é blindar a criação dos comentários maldosos dos clientes. Todo mundo já ouviu falar do ego criativo, imagina o que não aconteceria com o tal do ego, se o criativo tratasse direto com cliente e um belo dia ouvisse tais comentários sobre o seu trabalho:
“Esse layout está uma merda, aumenta o loguinho”
“ Eu adorei o texto, mas e se mudássemos a introdução, a argumentação, o título e o call-to-action?”
“ Eu gostei muito, mas não sei… Acho que falta alguma coisa, não sei o que é.”
Duvido que algum criativo teria paciência e jogo de cintura. Atendimento é humilde, observador e tem a função de defender a agência, mas sem perder o foco nos interesses dos clientes. Atendimento leva porrada do cliente, da criação, da produção, da mídia e até dos motoboys da expedição. Ainda tem que ouvir que fazem happy hour toda semana, tem 3 horas de almoço, ganha mais que todo mundo.
Esse profissional é a esponja que absorve todas as ansiedades, excentricidade e chiliques dentro e fora de uma agência. Eles vivem no limite, sempre fazendo contagem regressiva para não mandar, a mídia, a produção, o criativo e até o boy para aquele lugar. Sempre tem hora para chegar e não fazem idéia da hora em que vão sair. Porém hora ou outra o ódio é posto de lado e muitas vezes o amor acontece. Isso é tangibilizado por um ótimo trabalho em equipe, campeão de prêmios e merecedor de todos os elogios feitos pelo cliente.
Atenciosamente,
Vanessa E. Nascimento
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Vanessa Espelho do Nascimento, 23, é Atendimento e Planejamento. Já virou muita noite liberando Job's na McCANN-Erickson, SUN-MRM e na antiga Grey Zest - hoje G2Brasil. Ama o Marketing Direto e suas ferramentas. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras.
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Eu não reclamo do Atendimento. Só tem mina gata hahaha.
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Alé taradão!
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Pafúnsia? HAhahah
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