Amigo, hoje a minha inspiração se ligou em você
![]()
(Clique na imagem para vê-la ampliada)
É a primeira vez em vida que sento na cadeira e começo a escrever. Todas as outras vezes, sentava, olhava para o teto, para as paredes, rodava a caneta ou o lápis, ligava a TV, desligava a TV, andava pra lá e pra cá até achar a inspiração para começar. Na maioria das vezes a dificuldade nem estava no tema, mas em começar o texto.
Hoje, agora, já no segundo parágrafo, sei muito bem o motivo de tal facilidade anormal: meus amigos da faculdade.
É claro que esse sentimento nostálgico foi motivado por algo. Nada de muito importante para alguns, mas muito sagrado para mim. Esta noite, tomei uma cerveja num bar próximo a minha ex-faculdade com três, apenas três, de minhas dezenas de amigos que fiz ali pouquíssimos anos atrás. No meio do bate-papo e da calabresa apareceu uma quarta amiga, que pouco ficou, mas matou-nos de sua saudade.
Após a bebedeira, um dos amigos e eu entramos no campus e demos uma volta rápida. Fora algumas mudanças, o lugar parecia estar exatamente como da última vez que pisamos lá como universitários. E foi nessa hora que a Dona Nostalgia bateu à porta.
Lembramos de detalhes, como comer um salgado no Benjamin Abraão, pegar a escada de emergência para ir à aula de Multimeios e sentar no chão para desenhar alguma planta do jardim em nossas folhas A2 e A3 para depois guardarmos em nossas pastas de mesmo tamanho.
Na volta para casa, já sozinho, lembrei do que minha sábia mãe sempre dizia: “Quando você crescer, vai querer voltar aos tempos de escola, sem preocupações, sem contas para pagar.”. Dito e feito. Sinto muita falta dos tempos de escola, mas sinto mais ainda falta dos tempos de faculdade. Éramos verdadeiras crianças que, literalmente, brincavam pelos corredores. Crianças que ainda não se preocupavam tanto com a carreira e o mercado. Crianças que, hoje, graças a essas criancices, são grandes profissionais.
Quem não me conhece e lê, pensa que sou velho, que faz tempo que meus Anos Dourados aconteceram. A verdade é que não faz nem dois anos que eles acabaram. Mas a saudade que sinto daquela época é tão grande que me dá uma vontade ainda maior de chorar.
Meu curso? Publicidade e Propaganda.
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir, amigo!
(Fundo de Quintal)
As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
aleribeiro13@gmail.com | http://www.obolacheiro.blogspot.com
Últimos artigos escritos por Alessandro Ribeiro
- O bom filho a Casa torna - Dois anos de Casa do galo
- O Texto Colaborativo da Casa do Galo
- Os próximos 10 anos na Publicidade e na Web
- Digo-te com quem andas e te direi quem és
- Propaganda de cervejas: restringir resolve mesmo?
- Dança das Cadeiras
Alessandro Ribeiro já escreveu 40
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) Alessandro Ribeiro.
Este artigo tem as seguintes tags: amizade, colegio, faculdade, formatura, mackenzie, publicidade, saudade, turma

Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na 







Ale,
Difícil não ler seu artigo sem que meus olhos fiquem molhados.
E esse texto, apesar de parecer específico, vale também para todos os leitores. Quem não sente saudade dos amigos que fizeram durante essa maravilha época de suas vidas?
Saudade.
[Responder]
Valeu Ale, por essa nostalgia, enbriagada que tomou conta da minhas recentes lembranças escolares. Ainda não terminei a faculdade, por isso estou na saudade do colégio.
Muito bom saber, que todos, no fundo no fundo sempre sentirão uma saudadezinha.
Abraços.
[Responder]
Ai Alê…apesar de eu estar HORROROSA nessa foto ai em cima, e não sentir saudades nenhuma de parecer uma porpeta (hauhauhau) sinto toda essa saudade ai que vc descreveu, e não dos tempos da faculdade, porque essa ainda não acabei, mas dos tempos da turma F2003! Para mim a nostalgia vem quando entro no verdadeiro Campus Mackenzie, prédios 9 e 19 e lembros das musiquinhas dos jogos teológicos, dos intervalos das aulas na escadaria, de quando a Universidade Presbiteriana Mackenzie ainda era a “Universidade” que valia a pena… As coisas mudaram muito por lá… principalmente os amigos!!! Amo muito vocês…e olha, vc não tá chato não tá?! Eu continuo adorando aquela Chicória que teve a audácia de “causar” na porta da casa dos SMURFS!!! Arroioooooooo tchuc tchuc tchuc
[Responder]
é nóisss lhekeeeeeeee
INFELIZMENTE, não estava nessa foto ai….
mas, sem duvida, compartilho seu texto em cada palavra e que saudades!
Não tenho dúvida que a facul foi irada, principalmente pelas companhias!!!
Beijos e abraços pra cada um da galera!!!!
[Responder]
Como o Sinem eu não estav ana foto… odeio ovo de pascoa.. hauahuah
Mas que saudade da Faculdade hein…. o coisa bunita…
aquela interminvel fila do Bejamin abraão…a mudança de prédio … foi bao…
é nóis “passando rodo sem borracha”
[Responder]
Alex, boas lembranças, saudades .. bons tempos!
bjs
[Responder]
Amigos
Sinto uma falta absurda do nosso dia-a-dia, afinal 4 anos juntos não são 4 dias.
Alguns ficaram para trás, outros mudaram de cidades, estado e principalmente de país, foram fazer suas vidas. Estamos entrando no 6º ano de amizade e amizade das boas, verdadeira mesma.
Amo a TurmaF2003 como qualquer pessoa da minha família, pois formamos uma família, daquelas de italiano: a gente briga, chora, da risada, some, aparece, bebe, aconselha, puxa a orelha, aprende, desaprende, se bate, se ama, se odeia, se elogia, se deprecia e assim vai ….Não importa o que venha acontecer estamos sempre ligados.
Amo vocês amigos.
[Responder]
Obrigado a todos os amigos que comentaram e leram este humilde artigo.
E a todos os leitores da Casa do Galo que me dão essa oportunidade de escrever esses textos EMOs haha.
Como o Diego disse, todos passaram, passam ou passarão por isso um dia.
Valeu, pessoal!
Abraços!
[Responder]
Tava lendo um artigo (que fica pendurado na minha mesa de trabalho) que um talentoso redator escreveu, e lido por um grande ator que descreve exatamente qual o meu sentimento por vocês….
“Nesses quatro anos, conheci pessoas iguais a mim. Pessoas que gostam das mesmas coisas que eu, que ouvem o que eu ouço. Pessoas que me querem por perto e que eu as quero também.”
Apesar da ausência, muitas vezes inevitável, porém não proposital, dos novos ciclos de amizade e dos novos papos, aquelas crianças descritas acima revivem a cada encontro que temos e que com certeza reaparecerá a cada instante que tivermos juntos.
Amo vcs.
Paulo
[Responder]
Eu tenho saudades, mas não tenho muita nostalgia. Cada momento deve ser aproveitado ao máximo. Adoro essa fase pós-faculdade.
[Responder]
É xará, pra mim faz 14 anos que esses “anos dourados” acabaram e sinto informar que a cada ano que passa a gente sente mais e mais saudades da época de facu.
[]´s
[Responder]
é duro…
ah, e boa sorte por lá semana que vem!
abraços,
diego
[Responder]
Valeu Diego.
Tô ligado no 440 esperando pela segunda -feira.
[Responder]
Alessandro,
não sou muito de postar comentários, mas este seu texto me despertou uma imensa vontade de fazê-lo, isto porque ainda tenho chance de comer no Benjamin Abraão, de jogar coversa fora sobre banalidades com pessoas tão afortunadas como eu. Sim, ainda sou um universitário cursando Publicidade e Propaganda.
Um frio correu por minha espinha quando li seu texto e pensei em quantas pessoas já ficaram para trás e quantas ainda vão ficar. É triste mas a vida é assim, renovação inconstante.
Bom deixa eu parar por aqui, afinal, esta é sua coluna e eu já estou ocupando muito espaço nela! Hahahaha!
Abraço!
[Responder]
Deixe seu comentário!
Assine o RSS da Casa do galo
1877 assinantes
Publicidade
Leia também
Leia também:
Agência de publicidade por dentro – 02 – Atendimento
Agência de publicidade por dentro – 03 – Mídia
Agência de publicidade por dentro – 04 – O Cliente, esse ignorante
Então, quem aproveitou se deu bem e quem não, só no ano que vem. Carnaval agora é conversa do lado do bebedouro, na porta da [...]
Há muito a se dizer sobre aquilo que, em tantos momentos, permanece escondido embaixo do tapete, aguardando que alguém tenha determinação suficiente para abrir a alma em relação a sentimentos, angústias e percepções desprevenidas diante da vida.
Cada um possui, dentro de si, as suas questões profundas – aquelas que atrapalham o sono, que dificultam o [...]
Eu tenho reparado que muitos dos leitores da Casa ainda são universitários e estão apenas no começo de suas carreiras. E este meu artigo de hoje é para, quem sabe, acender aquela lanterninha no fim do túnel, quando tudo parece quase perdido. Vou contar pra vocês uma história.
Eu tinha 18 anos e uma infinidade de [...]
Vagas para publicidade
O que ando dizendo no Twitter
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools
Artigos recentes
Mais comentados
Mais lidos
Casa do galo by Diego Jock is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at casadogalo.com. Permissions beyond the scope of this license may be obtained by contacting this blog editor.