Amar é…
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Frasezinha inocente para se começar um texto, eu sei… mas para você entrar de vez no clima (sem vinho nem fondue), segue logo outra: o que tiver que ser, será. Por isso, nem encane se ainda não rolou contigo. Geralmente vive-se umas paixõezinhas adolescentes antes, sabe como é… Mas quando chega o dia em que o Sol brilha mais intensamente em função da película 16mm; a trilha sonora marca sua vida porque passou pelas mãos do Thomas, da Lua Nova; e o seu sorriso se abre ora maroto, ora comovido, ora deslumbrado, meu camarada: a publicidade acertou você. Em cheio.
Primeiro é o intervalo que vira o seu programa preferido. Depois, folhear revistas para ver os anúncios. Como um legítimo bobo apaixonado, as peças serão todas lindas. Perfeitas. Maravilhosas. E esse amor platônico vai longe…
Publicitário tem que amar como Shakespeare amou, como Santos Dumont, como Drummond, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Balzac. Mas também como Ciccarelli, Reginaldo Rossi, Susana Vieira, Latino, Zeca Pagodinho. O amor é incondicional, mas o mercado…
Publicitário tem que amar como o saudosista Olivetto ao falar da “democracia corintiana” ou da aventura romântica do seu primeiro leãozinho. Confessaram-me que os olhos dele ainda brilham… que lindo…
Publicitário tem que amar como o babalorixá Nizan ao revolucionar a Internet com o IG, o modelo de agência de propaganda com a Africa… e sabe-se lá o que anda planejando aquele coração apaixonado.
Publicitário tem que amar como a Christina Carvalho Pinto, que encontrou no som genuíno do jazz a serenata ideal para cativar a sua agência.
Publicitário tem que amar. E nem existe sujeito que ama mais a profissão do que o publicitário. Duvido que hajam mais sites, blogs e páginas de orkut dedicados à enfermagem do que os dedicados à publicidade.
Para o publicitário amar é:
Dormir tarde, acordar cedo. Nem dormir se for preciso.
Encarar 2, 3, 5 dias seguidos de pizza.
Receber um não com um sorriso no lugar da indignação. Receber um sim com modéstia no lugar do egocentrismo.
Soltar approach, case history, blow up, benday, budget, vazado ou calhau, como se todo mundo soubesse o que significa.
Tirar um lindo buquê de flores das duas linhas do brief.
Explicar sempre aos seus avós o que faz para ganhar a vida.
“Nada melhor para a saúde do que um amor correspondido.” (Vinicius de Moraes) – Lembre-se disso após sua primeira semana de pizza.
Homenagem a todos nós, estudantes e publicitários apaixonados, que passamos durante essa semana pela Casa do Galo – a casa dos amantes da Publicidade e Propaganda.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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É por isso que meu pai sempre dizia: “Filho, faça engenharia.”
Parabéns, Mauro! Já rolou aqui um Ctrl C, Ctrl V.
Belo texto.
“de coração”: valeu mesmo galerinha.
ora bolas eheheh
Amar é, lembro daquelas figurinhas antigas, vc lembra tb ?
ja guardei no meu pc! imprimir e direto pro mural rs
bjx
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