Acreditar na agência, sim. Acreditar em si mesmo, mais ainda
Em épocas de Saldão de Balanço, a pergunta que nunca calará no meio publicitário é: encarar mais um ano na agência, investir em novas oportunidades logo no primeiro trimestre do ano ou jogar tudo pro alto e abrir a famigerada banquinha de cocos na Bahia?
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já dizia o poeta. Refletir nessa época do ano é comum a todo mundo e especificamente para nós publicitários, deve fazer parte do nosso show.
Um preminho na bagagem, um aumento de salário concretizado mais um prometido para o primeiro semestre, 97 pizzas e, como o Galo comentou dia desses: dezenas de viagens de uma semana para a produção de comerciais que valem – segundo ele – como férias, são números que justificam uma possível permanência.
Agora, se o ano passou e a gaveta transbordou. Se o cabra passeou por uma planície e não encontrou um degrauzinho sequer para escalar ou pior: se há alguém forçando-o para baixo num ato contínuo àquele momento em que poderia se sobressair – passou da hora de avaliar a sua permanência. Para ser sincero, sei nem se é necessário reavaliar. Parece mais coerente substituir por um “foi bom enquanto durou”.
Quem sabe esse referido ato seja conhecido como caranguejação (ou caranguejamento), e provém do lagostim cancer, cancri; e diz-se do mecanismo de manter alguém sempre no fundo do buraco – isso não me surpreenderia -, mas em uma versão bem distante das definições de Max Gheringer, trata-se de uma analogia à venda de caranguejos nas praias nordestinas. Esses crustáceos, matutamente vendidos em panelas abertas, puxam qualquer espertinho que tente escapar pelas paredes.
Qualquer um dos casos acima é digno de bye-bye, mas ainda assim nada se compara ao do sonho esperando por uma atitude sua. Sonhos, ao contrário de namorados, não são tão pacientes a ponto de esperar, esperar. Por isso é que se deve acreditar na agência, mas acreditar em si mesmo tanto quanto ou até mais.
Acreditar na agência, numa analogia não tão boa quanto a dos caranguejos, pode ser como crer no bom velhinho. É só colocar meias na lareira e torcer para que na Noite da Virada elas fiquem cheias de tapinhas nas costas.
Já acreditar em si mesmo é o começo para trazer os sonhos do plano espiritual para o material. Portanto, só pode ser o nome do jogo. Até para aqueles que só resta acreditar em sua agência. E afinal, nem uma agência feita de nós mesmos, com o jeito de nós mesmos e tempo de nós mesmos não pode mais esperar para ver seus sonhos se realizar.
2008. Acredita que vai.
Sendo este o meu último artigo desse ano (e sei lá quanto tempo o Diego vai me agüentar a mais por aqui), deixo aqui registrado a minha satisfação em ter conhecido a Casa em 2007, como os seus bravos colunistas e uma galera especial que lê, se diverte, se identifica e aproveita de algum modo as linhas e entrelinhas.
2007 foi superespecial pessoal e profissionalmente. Espero que o Ano-Novo seja ainda melhor para todo mundo.
Um 2008 de muitas vitórias e conquistas. Boas Festas.
Feliz Segundo Novo.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







A satisfação é toda minha, Mauro. Espero que nossas parcerias durem muito, e que tenhamos sucesso em todas elas.
Agora só falta a gente se conhecer pessoalmente!
abraços!
[Responder]
Acho que é quase impossível não pensar em mudanças nessa época do ano, né! Pode ser no trabalho ou com coisas supérfluas mesmo, como juntar dinheiro para comprar alguma coisa.
Belo, texto colega Mauro!
Boas entradas para todos, principalmente, para os são-paulinos.
Alessandro Ribeiro – Último artigo em seu blog: Um dia continua (a continuação)
[Responder]
Gracias, Alessandro.
Os são-paulinos devem agradecer pelas portas abertas, à espera, escancaradas ou mesmo com algum fluído que facilite as entradas, prq não, não é mesmo?!
E aí, “O imperador” tbém vai entrar com tudo?
Abraços
mauro – Último artigo em seu blog: roteiros de dor de cabeça
[Responder]
O Imperador manda um abraço, afinal, era ele que mandava brasa em quem quisese na época do Império. Pegava cristãos, plebeus e quem mais ele quisese. Esses, por sua vez, correspondem aos Corinthianos hoje.
Abraços e bom Natal
Marquito – Último artigo em seu blog: 2008 vem ai
[Responder]
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