A televisão está com os dias contados. Será?

G. Mark Smith – 2001
Nos últimos meses, com eventos de comunicação ao redor do mundo ― em que destaco o Proxxima 2008 que aconteceu aqui no Brasil ― observo discussões cada vez maiores sobre o futuro dos atuais meios de comunicação frente ao advento das novas mídias. Alguns fatores me levam a crer que, pelo menos no caso da televisão, ela ainda terá uma vida muito longa.
Algumas novidades estão chegando ao país nos últimos tempos: a TV de alta definição (HDTV), os celulares com tecnologia 3G e os aparelhos de televisão de bolso, capazes de receber a programação aberta em qualquer lugar e de graça.
Além disso, também contamos com a presença dos televisores em supermercados, dotados de sua própria programação, e aparelhos instalados em ônibus e metrôs, onde a ausência de áudio lança mão de um novo desafio aos publicitários na criação de um conteúdo televisivo único. Observe que, se juntarmos estes detalhes, obtemos uma melhora significativa na qualidade do sinal somada a diversas maneiras diferentes de recebê-lo, o que resulta em uma abrangência ainda maior daquele que sempre foi o meio com maior alcance dentro de uma população.
As conseqüências dessas mudanças já podem ser vistas ao longo dos intervalos comerciais: o formato de 30” ainda prevalece, e acredito que sua soberania perdure por algum tempo, principalmente porque nele podemos desenvolver melhor as idéias definidas e assim persuadir com mais eficácia. Porém, vinhetas de 15”, 10”, 5” e até 3” estão sendo testadas e com resultados satisfatórios. Mudando a forma de se consumir TV, muda-se a maneira de produzi-la.
Pensando que em quase 60 anos de existência tantas melhorias tenham ocorrido apenas nos últimos cinco, fica difícil imaginar que um meio como esse vá desaparecer nos próximos anos. Ou não?
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Será que não podemos interpretar as mudanças dos últimos 5 anos como um indício de que será realmente o fim da tv, pelo menos no modelo atual?
Estamos falando de cinco anos aqui no Brasil, no Japão isso já começou há mais tempo. Como anda a TV por lá?
[Responder]
A tv está seguindo os mesmos passos da internet ao tentar acompanhar as pessoas em qualquer lugar. Hoje, podemos navegar através de qualquer celular e assim será com a televisão nos próximos anos. A grande diferença entre os dois é que o povo brasileiro está conhecendo a internet agora, a chamada “inclusão digital”, enquanto a tv já caiu no gosto do povo e dificílmente sairá de moda.
Haverá, sim, uma redução no número de espectadores, coisa que já acontece aos poucos, mas a chegada de novas maneiras de se consumir tv, na minha opinião, acaba prolongando sua existência.
[Responder]
As TV’s nos mercados, ônibus, metrô, e em vários outros ambientes de grande circulação, estão se adaptando para o uso sem som, será a TV com os dias contados ou será a volta do cinema mudo?
Abraços.
[Responder]
Acho que depende muito de como se define televisão. Eu acho que a programação que temos hoje na tv tende a migrar para a internet sim. Eu hoje quase não assisto tv brasileira (Praticamente só assisto pedaços de séries que passam de tarde no sbt enquanto me arrumo, nem jornal vejo mais), porém baixo zilhares de séries americanas. Então, eu pra ticamente não assisto tv ou sou completamente viciada? Depende do ponto de vista.
[Responder]
Julia,
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Eu tb vejo muitas séries (principalmente House) e creio que isso não acabará tão cedo. Talvez o que deve ser muito repensado é o modelo da televisão-padrão atual.
Alguns canais de TV dos EUA já disponibilizam suas séries de graça pra serem baixadas, por ex.
[Responder]
Júlia,
Sou bem parecido com você, pois vejo televisão apenas na hora do almoço e após as 22:00. Minha fonte principal para informações é, de longe, a internet. Porém, no momento em que vou assistir algum evento esportivo, um filme ou seriado qualquer, não abro mão da boa e velha tv.
Concordo com o Galo quando diz que o modelo atual de televisão é que deve ser repensado.
[Responder]
Será?? Será que a televisão esta com os dias contados???
Creio que não, avanços estão acontecendo, novas tecnologias aparecendo, mas nada vai tirar, principalmente do povo brasileiro, a importancia deste meio. Creio sim, que teremos e iremos acompanhar as mudanças, um exemplo é o Rádio e Jornal, são meios que muitos disseram que seriam extintos, teve suas quedas e perdeu um pouco do seu brio e força, mas foi se aperfeiçoando, como no caso da TV!!
[Responder]
Não perguntaram pro meu pai, que não acessa a internet, se ele quer navegar através da TV. Acho que ele ainda não estará morto quando isso acontecer. Pra mim será legal, mas e pra ele?
Uma coisa é perceber uma tendência, outra é se aproveitar dela para impôr novos costumes.
[Responder]
Verdade Alessando. Meu pai não quer nem conversa com internet.
Mas, pra mim, a mudança definitiva da TV vai demorar muito ainda.
Será? Será…Será?
[Responder]
Creio que a tv não desaparecerá de nossas vidas… e que ela avançará junto com a internet.
A tv agora tem algo que é muito forte na internet, a interação. Com o controle remoto na mão (como o mouse) aproxima o consumidor e o torna membro do “negócio”..
A internet e suas novas mídias crescem e continuarão crescendo a tv também, mas de uma forma mais tardia.
Abraços.
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