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A que ponto chegamos?

17 junho 2009 10 comentários escrito por Andre

twitter desespero thumb A que ponto chegamos?

Nos últimos tempos tenho visto uma mudança incrível acontecer no Twitter: pessoas querendo chamar cada vez mais atenção, dispostas a qualquer coisa para aumentar o número de seguidores, um complexo de auto-afirmação que, sinceramente, não acho muito normal, principalmente quando falamos de internet. São os chamados Attention Whores. O Orkut está ai para provar como uma rede social pode acabar rapidamente quando passa a tomar rumo semelhante. Continua famosa e com grande número de usuários, mas é deprimente o que encontramos por lá.

Essa semana eu fiquei me perguntando: o que RAIOS leva alguém a inventar/usar um script que adiciona pessoas ao Twitter para aumentar a lista de amigos? Será a falta de carinho dada pelos pais quando a pessoa era criança? Algum trauma de infância? Sinceramente não sei, mas imaginei a mesma situação na vida real. Você tá ai, na sua, e eu aqui, na minha. Não nos conhecemos, porém meu desejo incontrolável de novos amigos fará nossos caminhos se cruzarem. O problema é que ao invés dessa amizade vir de forma natural, ela é forçada, mecanizada, eu “terceirizo” o serviço. É como pedir para um caixa eletrônico perguntar a você se deseja ser meu amigo. Super normal isso, não?

Depois o perfil no twitter é “hackeado”. Em tempos de web 2.0 e todo mundo convergindo para o mundo digital, só é “hackeado” quem quer. Ou quem deixa. Eu sempre tive conta em sites de relacionamento, música, fóruns, jogos e nunca aconteceu nada. O mínimo de cuidado e bom senso já previne esse tipo de constrangimento. Deu bobeira.

Hoje fiz um artigo mais informal pra saber bem a opinião do pessoal. E ae, isso tudo é maluquice, normal, de outro planeta? Olha, não me espantaria nem um pouco descobrir que alguém “hackeou” o próprio perfil só pra chamar mais atenção.

*Imagem: Josh Sommers

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André André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.

andrerafanhin@gmail.com | http://www.pitaco.com.br


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10 comentários »

  • Diego Jock disse:
    É estranho. Essa semana houve uma polêmica sobre o “restart” do twitter de uma menina aí. É sempre suspeito alguém que tem 30 mil followers, mas segue outros 30 mil.
  • Adriana Vernaglia disse:
    André, acho que a explicação para o fenômeno que você mencionou em seu artigo é simples e mais antiga do que você possa imaginar: fama vicia, assim como o poder. Essa febre para ter mais “amigos” em sites de relacionamento é uma questão de número, de quem tem mais, de quem bate o recorde, de quem demarca o maior território. No fundo, o ser humano age sempre de forma irracional, ainda que muitas vezes use alta tecnologia para isso.
  • Iasnara disse:
    aposto no desejo de relevância,
    o frequente pensamento lógico dos homens:
    quanto mais, melhor.
    p.s: confesso, seguir “lucidamente” 100 é complicado pra mim.
  • Geraldo Franca disse:
    Bem lembrando a questão do Orkut.

    As pessoas estão cada vez mais correndo atrás de quantidade, mas não de qualidade, isso gera uma distorção tremenda da função da ferramenta.

    Além do mais se pararmos para analisar, pesquisas mostraram que a maioria das pessoas que você se relaciona no orkut (comenta, conversa, deixa depoimento ou simplesmente fuça a página) são pessoas com as quais você se relaciona ou outros meios ou pessoalmente.

    É só fazer uma pesquisa informal que você constata isso:

    Quantas pessoas, das quais voce mais se relaciona no orkut, você conhece pessoalmente ou se relaciona em outros meios?

    Vai assim descobrir que são poucas pessoas e que elas já fazem ou faziam parte do seu circulo de convivência como pessoas do trabalho, da faculdade, balada, etc.

    Não estou dizendo que as pessoas não se relacionam com gente que está longe, mas em percentual em relação ao total de amigos o valor é pífio.

    E com o twitter é a mesma coisa,

    Que o twitter é uma febre e vai encostar-se a outras grandes redes socias em quantidade de contas, eu não duvido, mas em termos de gerar conteúdo relevante e aplicações úteis para a ferramenta, a calda não vai ser tão longa assim, e os blogs estão aí para provar que não estou errado.

    Ótimo Post.
    Abraços!

  • Miranda disse:
    Who cares?
  • Silvio disse:
    De 2 meses para cá chegam no mínimo uns 4 avisos de novo seguidor por dia no meu e-mail. Quando vou conferir quase sempre são contas que seguem milhares mas não passam de 20 atualizações. A primeira coisa que penso é: “qual a credibilidade nisso?”
  • Fique por dentro Animal » Blog Archive » A que ponto chegamos? | CASA DO GALO - O animal da publicidade. disse:
    [...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
  • Marcelo Chabes disse:
    Concordo com a Iasnara: Seguir “lucidamente” 100 pessoas e ainda trabalhar, é foda. Pelo menos pra mim.

    Vejo isso por dois pontos de vista:

    1 – Toda vez que recebo um InviteSPAM, pelo menos me dou o trabalho de dar uma olhada pra ver se a pessoa interessa. Em outras palavras, com certeza tem gente que deve conseguir “audiencia” com isso.

    2 – Apesar de ser contraditório, ao mesmo tempo que vejo se o conteúdo me interessa, se a “pessoa” tem x followers e segue x+1, no mínimo, já tem aspecto de SPAM.

    Pode ter muita gente que consegue audiencia com isso, mas se ignorá-las virar costume isso acaba rápido. Pra mim não faz muito sentido.

  • Marcelo Chabes disse:
    *Faltou complementar uma frase:

    “…“pessoa” tem x followers e segue x+1, no mínimo, já tem aspecto de SPAM. DAÍ EU NÃO SIGO. Deleto o e-mail na hora”

  • A que ponto chegamos « idéias a mais, parafusos a menos disse:
    [...] A que ponto chegamos Artigo publicado dia 17 de junho sobre o fenômeno da “orkutização” da Twitter. Veja clicando aqui. [...]

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