A paixão pelo rádio

Semana passada estive presente em uma palestra que faz parte de uma série de eventos realizados pelo Senac de Franca para comemorar os seus 20 anos na cidade. O assunto em questão era o “ser radialista” – o profissional e o mercado de trabalho – discorrido pelo radialista francano Valdes Rodrigues, que atua na área há 44 anos e atualmente possui um programa chamado “Show da Manhã” na Rádio Difusora de Franca, um dos veículos detidos pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação, meu cliente do TCC.
A palestra foi excelente do ponto de vista histórico, já que ele abordou temas desde o seu início, disputando sua primeira vaga com pessoas que hoje são grandes personalidades na cidade, até os dias atuais. Valdes mostrou também um pouco do funcionamento das rádios, a criatividade dos locutores para burlar problemas técnicos e o improviso para que tudo saísse da melhor maneira possível. Pudemos ouvir também alguns jingles antigos e ver os discos de acetato 33 rotações, utilizados na gravação de cada comercial. Os LP’s de vinil também tiveram seu destaque, dando uma idéia aos mais novos de como as coisas eram caras e difíceis naquela época.
A ditadura militar foi um episódio a parte, no qual o radialista conta como as rádios eram afetadas através de vendas forçadas, demissões em massa de equipes e até mesmo com a apreensão dos transmissores. A censura na programação foi outro destaque interessante, onde a ginga dos profissionais era testada no momento de substituir o conteúdo barrado pelos censores.
Valdes finalizou seu discurso falando um pouquinho do mercado de trabalho, que fica cada vez mais difícil com o passar dos anos, a importância de se começar por baixo, passando por todos os estágios da área, e da paixão exigida para se manter por tanto tempo neste meio de comunicação. A ética não ficou de lado, sendo apontada como o quesito principal para todos que desejam seguir carreira no rádio, com muita humildade e espírito de equipe, fundamental para uma figura que depende de uma série de profissionais para que apenas ele se destaque.
Uma conversa com uma hora e meia de muita descontração e bom humor, que serviu para encantar e motivar até mesmo aqueles que nunca tiveram curiosidade sobre o meio.
Para aqueles que trabalham na área, peço que deixem aqui alguma experiência marcante ou fato curioso que aconteceu em suas vidas.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Coincidentemente estive em uma palestra do grande Valdes Rodrigues, e não foi diferente. A descontração e seriedade em sua fala, os acontecimentos marcantes em sua vida e os fatos que o tornou memória viva da radio difusão brasileira.
O meio é ralmente apaixonante, e essencial para nós criativos. Como alguns dizem (e eu concordo) que quem não lê não tem imaginação, quem não ouve rádio não tem a possibilidade de criar mundos, pessoas e situações em sua mente. O meio rádio é fundamental.
Ótimo artigo.
Parabéns André, Parabéns Casa.
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Kaduzão brother véio camarada, vlw ;D
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