A música e a publicidade
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Pense um pouco e me diga o que veio primeiro: a música usando a publicidade como ferramenta de promoção ou a publicidade usando a música como ferramenta de comunicação?
Não sei se por eu ter escolhido falar sobre música e publicidade neste artigo acabei me deparando com diversos casos e textos falando do assunto ou se eu escolhi falar sobre música e publicidade neste artigo porque me deparei, ultimamente, com diversos casos e textos falando do assunto.
De qualquer maneira, não vou ficar analisando eficácia da música na publicidade nem os efeitos da publicidade na música. Não vou falar sobre as novas plataformas de divulgação de artistas musicais nem vou opinar sobre as trilhas sonoras dos 10 comerciais mais comentados na blogosfera.
Neste artigo vou falar da música e vou falar da publicidade sob um mesmo ponto de vista: o entretenimento.
Certo, falar da música como entretenimento é falar da essência desta arte. A música é sempre entretenimento para quem ouve. Para quem compõe e produz ela tem um significado ainda maior. Mas para quem ouve ela é, em primeira instância, puro entretenimento.
Já falar da publicidade como entretenimento é tratar de uma das muitas vertentes da atividade. A publicidade pode ser muita coisa, entre elas, entretenimento.
Sendo assim, foi enxergando através das lentes do entretenimento que constatei o seguinte: hoje nem a música usa a publicidade como ferramenta de promoção nem a publicidade usa a música como ferramenta de comunicação. Hoje, a música e a publicidade aproveitam-se mutuamente por uma razão: entreter. Entreter e vender, é claro. Quem faz ou quer fazer música profissionalmente quer, entre outras coisas, vender. Quem faz publicidade não só quer como precisa vender. E o caminho é entreter. Vou citar algumas das últimas referências que me lembro de pronto:
Música:
- Nine Inch Nails = lançamento do álbum Year Zero
- Radiohead = lançamento do álbum In Rainbows
Publicidade:
- YouTube = promoção para formação da YouTube Symphony Orchestra
- T-Mobile = ação na Trafalgar Square e ação na estação do metrô
São só alguns exemplos. Façam o favor a si mesmos de pesquisarem mais sobre isto. E eu justifico o sacrifício: a música é previamente aceita no mundo inteiro; as diferenças se concentram no gosto musical. A publicidade, por sua vez, é previamente repelida no mundo inteiro; a diferença está no poder de atração da mensagem (conteúdo, forma, etc). A música, quando se torna popular, perde o rótulo de seu estilo (rock, samba, etc) e se torna simplesmente popular. A publicidade, quando perde seu rótulo de ferramenta de venda, perde sua essência de publicidade e se torna popular. Este processo, ao meu ver, está calcado principalmente numa coisa chamada entretenimento.
Entreter. A partir de hoje, pense não só em fazer publicidade, pense também em fazer música: pense em entreter.
*A imagem que ilustra o artigo é de uma peça publicitária da Hansaplast
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







Não sei se concordo plenamente com a mensagem do artigo. Esta linha tênue entre intenção de venda e entretenimento não pode ser ultrapassada (na minha opinião).
Quando a publicidade é criada com a intenção de entreter, e não de envolver e gerar a venda, ela perde, por si só, a característica magna da publicidade: o retorno sem cifras.
Meu recado para quem quer vender é faça publicidade. E para quem quer entreter exclusivamente é faça um vídeo clipe.
O lance é não pesar a mão para nenhum dos lados.
Boa Felipe. Gostei do texto, e acredito na impotância da música, principalmente no objetivo de entreter. Porém, na publicidade ela é parte de uma parte, na arte, é o todo. Abs!
Música promove sensações, dá o tom, universaliza sentimentos.
Entretenimento faz marca e consumidor pulsarem na mesma vibe, dançarem no mesmo ritmo.
Música agrega valores, confraterniza diversidades.
Entretenimento diz como atingir pessoas divertindo, promovendo verdadeiras experiências com a marca e rompendo fronteiras entre empresas e clientes.
Música e Marketing de Entretenimento: Importantes ferramentas na construção de grandes marcas.
Tema do meu TCC
[...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Desculpe, mas por mais que a publicidade queira “entreter”, isso é usado apenas uma camada superficial que tem no seu núcleo a venda de algo, seja esse algo um produto ou serviço.
Mas bacana o assunto. Parabéns.
Realmente, música e publicidade são, na verdade, 2 mercados que acabam dependendo um do outro. Mas eu ainda acho que a música depende muito mais da publicidade do que a publicidade depende da música
O artigo é bom,
mas eu não concordo com alguns termos,
Acho que a publicidade vai bem mais além do entreternimento,
a publicidade serve para que o publico pare e reflita a cena,
penetre de forma absurda no publico alvo.
A musica pode ser um elemento a mais para que esse efeito seja concluido, mas não o fator principal.
Beijos.
Gostei do artigo. Trabalho com Produção de Áudio e atendo também ao mercado publicitário. Acredito que um depende do outro, a publicidade e a música. Trabalho com música e atendo outros mercados, porém o mercado da música dependo do mercado de entretenimento, este sim é o mais importante para a música. Abraços.
Muito bem elaborado, e persuasivo.
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