A fantástica fábrica de cílios
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Eu ainda não entendo a filosofia por trás dos anúncios de rímel. Ainda não consegui decidir se os publicitários, fotógrafos e produtores desse tipo de propaganda nos consideram altamente ingênuas ou facilmente corrompíveis. Será que eles acham que a gente não vai perceber que são cílios postiços? Será que realmente não conseguimos resistir a um par de olhinhos peludos?
A verdade é que não resistimos há muito tempo. A história da maquiagem começou como forma de expressão religiosa, militar ou cerimonial. Foi no Egito Antigo onde a maquiagem – principalmente nos olhos – ganhou uma conotação de embelezamento. As primeiras tentativas de rímel foram a base de carvão, fuligem, cobre, chumbo e amêndoas queimadas. Dizem que na época romana usavam até ovos de formigas e moscas esmagadas!
O primeiro rímel foi criado no século 19, por Eugene Rimmel, mas foi somente em 1913 que a composição foi substituída pela atual mistura de vaselina e carvão, criada pela empresa que hoje é a Maybelline. Para os curiosos, o cientista responsável criou este novo produto para sua irmã Maybel. O nome da marca vem de Maybel e vaselline, em inglês.
A grande maioria das mulheres gosta de maquiagem. Ou melhor: precisa, necessita, não pode viver sem. E rímel é um daqueles objetos fundamentais na vida de uma mulher. Todas as mulheres juram que nasceram com cílios muito curtos, muito claros, muito separados, muito finos. A gente tem que ter o último rímel que lançou, a última tecnologia. O rímel que vibra (aposto que você não sabia dessa!). O rímel que alonga, o que dá volume, o que define, o que parece que tem um mini-ouriço na ponta. São essenciais, mesmo que tenhamos todos eles, cada qual cumprindo devidamente seu papel no mundo.
A indústria de maquiagem movimenta bilhões de dólares no mundo. Só na Inglaterra, no último ano, atingiu a marca de 1 bilhão de libras. A verdade é que anúncios de rímel são relativamente baratos. O máximo que pode custar é a contratação de uma celebridade. Pegue a Penelope Cruz, coloque dois quilos de cílios postiços em cada olho e voilà: um anúncio perfeito.
Tá, nós sabemos que são cílios postiços. Um horror, como podem nos subestimar desse jeito? Como podem ser tão hipócritas?
Querem saber como nós, mulheres, escolhemos um rímel? Junte indicação de revista, sugestão das amigas, os cílios daquela vendedora do shopping e amostras grátis. Fácil assim. E, claro, o anúncio da Penelope Cruz. Porque a gente acha um absurdo, mas qualquer hora a gente passa lá na loja pra testar.
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Milena Castino, 29, é publicitária e contadora de histórias. Trabalhou na Neogama, no marketing da Iódice e liderou projetos de marketing para a Associação Brasileira de Estilistas. Nas costas leva dezenas de semanas de moda em Paris e São Paulo, além de uma mochila repleta de sonhos. Mora na Inglaterra, depois de ter cruzado o Atlântico por amor. É apaixonada por palavras, Clarice Lispector, Almodóvar e pela boa e velha propaganda brasileira. Escreve para a Casa do galo frequentemente, em dias incertos.
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Milena Castino, 29, é publicitária e contadora de histórias. Trabalhou na Neogama, no marketing da Iódice e liderou projetos de marketing para a Associação Brasileira de Estilistas. Nas costas leva dezenas de semanas de moda em Paris e São Paulo, além de uma mochila repleta de sonhos. Mora na Inglaterra, depois de ter cruzado o Atlântico por amor. É apaixonada por palavras, Clarice Lispector, Almodóvar e pela boa e velha propaganda brasileira. Escreve para a Casa do galo frequentemente, em dias incertos. 







Moça braba!
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Minha cara esse texto, hein!??!!?
A-d-o-r-ei!
Acho que a idéia por trás é: “me engana que eu gosto”…
Por esses e outros motivos, não uso rímel.
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