A campanha mais porca do mundo – Pepsi X
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Lembro bem de quando ainda era estudante de publicidade, e do dia que recebi de umas promotoras uma revista chamada Na Mosca. A revista tinha um foco especial nos jovens, e mais do que isso, nos jovens universitários. Sua diagramação até que era bacana, e seu conteúdo recheado de matérias sobre a vida de estudante, a vida em repúblicas, galeria de fotos de baladas, entre outras coisas do gênero.
Havia uma campanha na revista, somente uma, que marcou minha vida. Naquele momento eu pensei: “É para isso que eu estou estudando! Para não fazer algo desse tipo, jamais!”. Fiquei muito feliz em saber que todo o dinheiro investido durante minha vida acadêmica não foi em vão. Existia sim a angustiante dúvida sobre qual das duas era pior:, a revista ou a campanha.
A gente aprende com os bons e com os maus exemplos. Essa campanha do energético Pepsi X, criada pela AlmapBBDO, é da segunda categoria (ou seria de quinta?). As peças mostram estudantes bêbados dormindo completamente zoados – provavelmente por aqueles amigos bem filhos da outra. O título, maravilhoso, era: “Não durma na festa”.
Podem me chamar de antiquado, retrógrado, inconveniente, chato cricri pernilongo ou sei lá mais o quê – mas a campanha é ruim demais. Ainda estou na dúvida se a agência (ir)responsável é mesmo a Almap. A revista eu nunca mais vi, parece que virou a agência Na Mosca. Apesar do nome, espero que dessa vez eles acertem.
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Acertou em cheio. Na mosca.
Parabéns pelo texto, é necessário que tenhamos como publicitários, esse olhar crítico que muitas vezes na correria em aprovar uma campanha acaba sendo esquecido. Uma certa vez, uma grande marca esportiva, publicou com toda pompa e circunstância, que na tinta que imprimiu o panfleto que você está lendo, tem sangue dos jogadores que fazem também parte do encarte. É demais.
Quem sabe, além de não mais poder dormir na balada, talvez tenhamos uma morte com a marca das 3 listras.
Abração
Paulo,
Ufa! Pelo menos alguém concorda comigo nesse ponto. E sei bem sobre qual campanha vocês está se referindo, essa do sangue.
Mas talvez sejamos dois chatos.
Quem gosta dessa campanha levanta a mão!
Como vocês são cricri.
A campanha é ruim mesmo, mas que mal há em polemizar um pouco? Eu gosto de caos, da anarquia (de vez em quando).
Essa história do sangue foi um belo marketing. O que gerou de buzz não tá escrito. Vocês estão comentando até agora…
Marquito,
Sou, por via de regra, um transgressor. Por isso dou todo apoio ao que choca, que desordena, que desqualifica.
Mas essa campanha não faz nenhum dos três, e ainda é uma merda.
Ok, Ok.
É uma merda mesmo.
Realmente, uma campanha que aposta no ridículo do ser humano – o ser humano já é suficientemente ridículo – é ridícula. Abraços
Alessandro, meu caro amigo sintético e de sábias letras.
Como diria o velho deitado: “falou e disse”.
A propaganda não vale a pena, não gostei e muito menos essa pepsi ruim. Ridicula mesmo, refri mediocre.
Sinceramente, eu achei uma idéia boa! O problema, ao meu ver, foi que as consequências evidenciadas ao “dormir na festa” foram um tanto quanto ridículas. Poderiam ser dadas milhares de situações constrangedoras e ao mesmo tempo muito engraçadas para o fato de você “apagar” numa balada. Mas infelizmente, escolheram essas daí! :/
Abraços
Hawrys, é verdade.
Talvez o conceito seja interessante, mas a forma como a agência resolveu as campanhas tornou tudo ridículamente tosco.
Sinto muito….
A propaganda da Pepsi está perfeita, o problema talvez é a sua falta de capacidade de percepção e saber a profundidade e abrangência da referiada propaganda, bem como das pessoas que ‘embarcaram’ na sua pobre visão.
Abra sua mente.
Diego
Fala Diego,
Obrigado pelo comentário.
Respeito sua opinião. O mais importante é justamente isso, a discussão.
E a minha opinião é: profundidade zero – tanto na propaganda “perfeita” como no seu comentário.
Abraço
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