A Biblioteca da Casa - Desligue o computador e vá ler um livro
O título é cópia clara de uma campanha, não muito recente, da MTV, em que a frase “Desligue a TV e vá ler um livro.” aparecia na tela em fundo preto e fonte branca e ali ficava por alguns bons minutos. Achei sensacional e ousada, pois, trocar espaço de mídia por um baita “calhau” como esse não é para qualquer plim plim.
Apesar de viver por volta de quinze horas do meu dia em frente ao PC, sou daqueles que preferem imprimir um texto para ler e olhar fotos em álbuns físicos. Ainda sou muito off-line para algumas coisas (observe que o termo “off-line” já pode ser empregado com sentido de antiquado, conservador e/ou arcaico). Acredito que poucas coisas na vida sejam tão prazerosas quanto folhear um livro. E acredito mais ainda que leitura dinâmica é para tolos. Afinal, qual a graça de ler rapidamente? Deve ser a mesma de engolir comida sem mastigar nem saborear.
O único motivo para que eu escrevesse dois parágrafos de introdução que, aparentemente, não se relacionam é que chegou o meu dia de indicar algumas leituras. E chegou o seu dia de desligar o computador, ou do computador, e ler um livro. Não precisa ser nenhum dos indicados abaixo, nem dos indicados pelos colegas colunistas, mas que seja um livro que dê prazer, que te faça gozar.
Por falar em gozar, o primeiro que me proporcionou tal sensação como amante da Publicidade, foi, sem dúvida, o Redação Publicitária, de Tânia Hoff e Lourdes Gabrielli, que, inclusive, foi minha primeira e única real professora de Redação Publicitária na faculdade. O livro é bem voltado para aspirantes e mostra claramente como estruturar um texto publicitário: desde o processo para criação de um título, passando pelo texto, até o
slogan. Mostra como eles devem se conversar. Detalhe: uso isso até hoje.
Outro livro muito bom para os redatores é o Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário, de João Anzanello Carrascoza. Mas este eu deixo para um colega nosso dissertar: leia aqui.
E para nenhum diretor de arte ou designer sair falando por aí que a Casa do Galo tem muito texto, aí vai uma indicação do diretor de arte André Pires: Web Design: Studios, por Julius Wiedemann. A editora Taschen publicou uma série de livros chamada ICONS, fazendo uma divisão de web design muito interessante, que serve de ótima referência para aqueles que pretendem seguir o caminho dos
desenhos, ops, do desáine. O livro é um verdadeiro catálogo de trabalhos de noventa das mais importantes agências interativas do mundo. Vale a pena tê-lo sempre ao lado do mouse.
Para finalizar esse verdadeiro meme galístico, recomendo Cisnes Selvagens, escrito por Jung Chang. Não, é uma mulher. Uma mulher chinesa que descreve a história de três gerações de sua família ao longo do século XX. Tudo o que acontece com sua avó, mãe e consigo mesma está diretamente relacionado com a história da China nesse período: China feudal, revoluções comunistas, invasões
japonesas etc. Mas aviso, esse é um livro para quem, realmente, se interessa pelo assunto, pois a leitura não é das mais rápidas. De qualquer forma, é fabuloso conhecer as raízes e costumes antigos desta potência do futuro mais presente que já existiu.
SP: Sem Plumas, de um tal de Woody Allen. É uma compilação de dezoito textos, entre ensaios, contos e alucinações deste bom velhinho do cinema e do, realmente bom, humor. Apenas no caso de você resolver chorar um pouco de rir.
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Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
aleribeiro13@gmail.com | http://www.obolacheiro.blogspot.com
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Valeu pelas dicas Alessandro, falou em ler falou comigo mesmo.
Sei que o meu (nosso) problema muitas vezes é o tempo e nem sempre a falta de vontade, vou correr atrás desses dois de redação, no momento são os que mais me interessão.
Abraços.
Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..O fim. Ou o começo, sei lá
Boa Ale!!
O da Lourdes é realmente muito bom, e o Razão e sensibilidade também!
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