Home » comportamento, jornais e revistas, mídia impressa

10 propagandas em 2,5 segundos

6 agosto 2009 16 comentários escrito por patrick

200537888-003

Confesso aos leitores da Casa que não consigo fixar a atenção nas propagandas impressas das grandes revistas.

Pegue a revista Veja por exemplo. Abra e comece a contar quantas páginas de propaganda você passa até chegar à primeira reportagem de página inteira. Vão ser mais de 10 anúncios, de todos os tipos, bancos, carros, cartões de crédito e companhias de telefonia celular. Passamos por essas propagandas em uma velocidade absurda.

Alguns leitores podem questionar: “Mas você não era o público alvo das propagandas”. Não era mesmo! Assim como não era da propaganda anterior e posterior da revista. E o resultado disso é gastos e gastos de propaganda comigo (afinal, estou com a revista na mão) à toa.

Mas existem casos que a mídia impressa tem o seu lugar ao sol. Conheço uma pessoa que presta atenção nas propagandas de revista por muito mais de 30 segundos. Meu pai. Ele corre por hobbie, participa de provas pela cidade e compra revistas sobre o assunto.

Um dia o observei lendo a revista O2, especializada em corrida. A revista tem o mesmo “formato de merchan” que você encontra na Veja: uma tonelada de propagandas no início até encontrar uma reportagem de página inteira.

Só que, ao contrário de mim, ele lia todas as propagandas. Todas. Além de ler, ele ainda fazia comentários sobre as mesmas.

Fato, todas as marcas direcionaram seus produtos para os amantes de corrida. E não estou só falando de empresas relacionadas ao esporte. Tinham companhias aéreas que vendiam pacotes especiais para você correr pelo mundo.

Resumo, um trabalho de publicidade bem feito. E que lição que aprendemos com isso? Eu vejo duas, bem claras.

A primeira é  que mídia segmentada é um terreno seguro. Dane-se que a Veja vende mais e custa mais, se não reverter em vendas, nada disso adianta. A segunda é que se o seu produto tem a facilidade de “ganhar” novos segmentos, basta pensar em como vendê-lo de forma criativa.

Como consumidor, prefiro ver 10 propagandas que me interessam, do que apostar corrida de quantas páginas eu consigo virar até chegar ao conteúdo da revista.

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.

Patrick Patrick Estrabom, 24, é engenheiro de formação, pós-graduando em marketing e quer um dia que peçam um autógrafo dele na rua. Vive além do mundo das baias das empresas multinacionais, co-criando o site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.

patrick@quetalisso.com.br | http://quetalisso.com.br


Últimos artigos escritos por patrick

Blog Widget by LinkWithin

patrick já escreveu 19 artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) patrick.

Este artigo tem as seguintes tags: , , , , , , , , ,


16 comentários »

  • Renato Bontempo disse:

    Texto muito legal!

    [Responder]

  • Kátia disse:

    Simplesmente perfeito cada artigo que vcs escrevem. O que foi escritou sobre os recém formados, putz! Sou eu ali. Como está escrito lá, tbm larguei a facul de história pra me jogar na comunicação.
    Parabéns por cada artigo e pelo talento.
    Sucesso.

    [Responder]

  • Patrick (author) disse:

    Fala Renato, blz?

    Obrigado pela visita e comentário. Por sinal, aproveito p/ fazer um merchan de vcs mesmo (olha só!). Não conhecia o Bicho de Goiaba. Já entrou na minha lista de feed’s!
    Abraços e volte sempre!

    [Responder]

  • Patrick (author) disse:

    Olá Kátia, tudo bem?

    Puxa, um elogio duplo creio eu (até o Lucas que reveza nas quintas recebeu um salve)! Mas que mudança, heim? Mas espero que tenha feita a escolha certa… se não fez, comece outra facu! Por que não? Hehe!
    Fique a vontade para voltar a Casa e dar seus pitacos.
    Abraços

    [Responder]

  • Patrick de Souza Aguera disse:

    Creio que a escolha de fazer um anuncio não segmentado pela maioria na hora de veicular seja pela velha briga entre alcance e frequencia, querendo atingir a todos num primeiro momento, mas acaba disputando um espaço entre vários anuncios criativos, dissipando a atenção do leitor.

    [Responder]

  • brindes disse:

    Marketing de interrupção está cada vez mais perdendo forças.

    [Responder]

  • Patrick (author) disse:

    Fala Patrick, blz?

    Cara, isso que vc falou é verdade. Mas ainda acho que essa “bola de canhão” de tentar atingir qq um a qq custo não é tão eficaz. Vale lembrar que o investimento que as revistas fazem comigo (cliente em potencial) é inutil… folheio, folheio sem prestar atenção. Como vc disse, minha atenção fica dissipada.

    Obrigado pela visita!

    _________________________________________

    Olá Brindes (?)

    Será que está acabando? Existe um esforço monstruoso das marcas fazer a gente olhar 3 segundos a marca dela nesse mundo maluco. Tanto que as vezes vejo televisão e fico impressionado com tantos produtos que eu nunca ouvi falar, pois estava fora dessa mídia.

    Abraços!

    [Responder]

  • Natalya Nunes disse:

    Patrick, antes de mais nada, se um dia eu lhe encontrar na rua, com certeza pedirei um autógrafo..rs

    Mas vamos lá…Adorei o texto..realmente muito interessante…
    É como dizem por aí: “Brasileiro não presta atenção em anúncio..brasileiro não gosta de ler”…
    Eu acredito que quando a propaganda é bem feita, com certeza chamará a atenção do leitor, independente que ele seja ou não target do produto anunciado.

    Não sei se é defeito (ou qualidade) de quem estuda/ trabalha com Comunicação, mas eu, particularmente passo muito mais tempo observando as propagandas do que revirando páginas para chegar às notícias.

    Parabéns pelo post. ;D

    [Responder]

  • Patrick (author) disse:

    Olá Natalya!

    Hahaha! Vou falar com meus seguranças particulares que vc pode ganhar um autógrafo! Hehe!

    Também acredito que se a propaganda for bem feita (”bem feita” leia-se, chamar a atenção, pois não quero falar em conversão de vendas ainda) ela chama a atenção. Mas estamos tão condicionados a “pular os reclames do plim-plim” que nem reparamos nas peças.

    Ao contrário da galera de estuda/trabalha com comunicação, que devora as propagandas, pois estão condicionadas ao tema. Igual quando vamos comprar um carro novo. Quando você decide comprar um modelo, começa a ver milhares espalhados pela rua.

    Mesmo assim, como disse no texto, meu pai não trabalha nesse ramo, mas ficou reparando em todas as propagandas. Nicho WIN!

    Obrigado pelo elogio e volte sempre! ;)

    [Responder]

  • Gilberto C. Moreira disse:

    Muito bom o artigo, propaganda sempre vai gerar discussão.

    [Responder]

  • Brindes e Presentes disse:

    Tudo que é bem feito prende a atenção, tudo que é bom tem o seu valor, idependente do publico.

    [Responder]

  • Brindes Executivos disse:

    Parabéns, Patrick muito bom mesmo o seu artigo.

    [Responder]

  • Gráfica10 disse:

    Bom dia,

    Patrick, estou meio atrazado nos comentários, só para te dar os parabéns pelo post.

    [Responder]

  • carlos disse:

    parabens pelo seu comentario

    [Responder]

  • Sacolas Plásticas disse:

    Parabéns pelo post, sou novo por aqui estou gostando muito do qu estou lendo.

    [Responder]

    Diego Jock Reply:

    Opa, volte sempre! :)

    [Responder]

Deixe seu comentário!

Adicione seu comentário abaixo ou faça um trackback diretamente de seu site. Você pode também pode acompanhar os comentários deste artigo via RSS.

Esse blog utiliza o sistema Gravatar. Caso sua foto não esteja aparecendo em seu comentário, registre-se.

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.