[19 mar 2010 | Comente | escrito por Mauro Sérgio ]
Falaí, CriativO

Rá.
Mas nem tome isso como elogio. Criativo é tanta gente nesse mundo que eu só testei um novo sinônimo para “irmão”. A gente, mano, irmão, brother, é tudo criativo. Onde há um brilhinho que seja, há a tal da criatividade que nos torna comuns e humanos.
Tá certo que alguns brilham mais do que os outros. [...]

Leia mais »

responsabilidade social, teoria, vida de publicitario »

O olho do espectador é a vida da propaganda
[18 mar 2010 | 5 comentários | escrito por tatiana ]

CB058868

Na hora de bolar uma propaganda, os publicitários já não precisam mais se enganar dizendo que visam apenas a saúde e o bem-estar do seu público alvo. É claro que eles buscam oferecer produtos atraentes, de forma interativa e dinâmica, mas a gente já sabe qual o intuito de tudo isso: money, money, money…

Antes que vocês desistam de ler este texto, deixo claro que não vim aqui para punir os “capitalistas de plantão” nem dar lição de moral à ninguém. Afinal, para uma amante da Psicologia, esse seria um discurso muito tolo e até pleonástico. Quero falar da vida que a propaganda possui, apesar de todo e qualquer interesse financeiro envolvido nela.

Acredito muito que o olho do espectador seja o verdadeiro responsável pelo sucesso de uma estratégia de branding. Todo o processo, desde a criação até a personificação da marca, depende da aceitação do público, dos mitos e crenças divulgados sobre um produto em determinado núcleo social. É o espectador quem constrói a história de uma marca, fazendo-a nascer e morrer, encantar e incomodar, surgir e ressurgir.

Pensando bem, o público não é o alvo, e sim o precursor de toda a magia da criação.

E vocês, concordam com essa idéia?

**

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.

Tatiana Tatiana Kielberman, 22, é futura psicóloga, mas possui os dois pés no mundo da escrita. Trabalha na área de Comunicação no Grupo Foco, unindo duas grandes paixões: Recursos Humanos e Jornalismo. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.

tatikielber@yahoo.com.br | http://retratosdaalma.zip.net

criatividade, marca »

Porque você é publicitário
[15 mar 2010 | 7 comentários | escrito por milena ]

porque publicidade Porque você é publicitário

Eu não sei você, mas eu quero me virar do avesso toda vez que aparece um anúncio da L’Oreal dizendo “porque você vale muito”.  Faz quanto tempo isso? Uns duzentos anos? Não sei, mas não me lembro de nenhum outro slogan que já tenha passado pela marca. E depois dela, vejam bem, os porquês viraram algodão doce de parque de diversões.

Visa, porque a vida é agora. Omo, porque se sujar faz bem. Tênis Montreal, porque você é jovem (tá, essa é velha).

Parece que o mundo (entenda como publicitários) decidiu que se o produto é bom tem que vir com explicação plausível, slogan-argumento.

- Por que OMO?
- Ah, sei lá, porque se sujar faz bem.

É tipo um Globo e você, tudo a ver. Não, não tem nada a ver. Se fosse só OMO. Se sujar faz bem, não seria tão irritante. Se fosse L’Oreal. Você vale muito, eu não estaria escrevendo este artigo.

Preste atenção: o slogan de uma campanha é uma das suas maiores oportunidade de ser Top of Mind. E isso não significa que pra fazer um bom Top of Mind você tenha que fazer um slogan irritante, uma campanha chata. Mais vale ser lembrado pela originalidade do que pela chatice. É como aquela música  da Kesha que você odeia e não te sai da cabeça. Não é porque ela não sai da cabeça que é boa.

A gente sabe que publicitário recém-formado sai da faculdade cheio de idéias incríveis até chegar na agência e ter uma bigorna pendente sobre a sua cabeça (entenda como cliente), pronta pra cair em qualquer surto de brainstorm.  Sempre vai ter um cliente mala pra cortar o seu barato. Mas a vida é assim, não é? A vida é um dia após o outro, um mar com tempestade e bonança. E o nosso barquinho é de madeira, meu amigo, tem que segurar firme e reinventar, se não afunda.

A verdade é que tem publicitário de monte por aí. Agora encontrar gente criativa mesmo é mais difícil que achar o Geninho numa televisão P&B. Só que o potencial está aí pra quem estiver aberto o suficiente para uma conversa alheia dentro do ônibus, pro blog de um amigo, pra sacada do seu sobrinho de cinco anos, até pra música chata da Kesha.

O que a gente tem que aprender a fazer é reinventar. É acordar todos os dias e deixar os vícios e os hábitos no travesseiro. Cada dia é uma nova oportunidade, uma nova chance de ganhar um leão – quem sabe, e o planeta é o melhor criativo de todos os tempos. Olhe em volta, preste atenção no que te cerca além do mundo da Publicidade. Quanto mais alienado você estiver dentro do mercado, mais chances terá de ser repetitivo. E chato.

Então aproveite e coloque o que há de mais criativo na sua veia dentro de um slogan. Vai demorar, claro, ninguém nunca disse que parir um slogan Top of Mind é fácil. Dê uma volta fora da agência, saia de frente do computador, vá até a Produção conversar sobre sabores de pizza.

E esqueça os porques de uma vez por todas. Seja uma pessoa criativa, e não apenas mais um criativo. Invente, tente, só não faça um 92 diferente.

**

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.

Milena Milena Castino, 29, é publicitária e contadora de histórias. Trabalhou na Neogama, no marketing da Iódice e liderou projetos de marketing para a Associação Brasileira de Estilistas. Nas costas leva dezenas de semanas de moda em Paris e São Paulo, além de uma mochila repleta de sonhos. Mora na Inglaterra, depois de ter cruzado o Atlântico por amor. É apaixonada por palavras, Clarice Lispector, Almodóvar e pela boa e velha propaganda brasileira. Escreve para a Casa do galo frequentemente, em dias incertos.

micastino@yahoo.com | http://sambadegringo.wordpress.com

agências, dia-a-dia, vida de publicitario »

Eu rebolation todo dia
[12 mar 2010 | 11 comentários | escrito por joao ]

rebolation Eu rebolation todo dia

“Bota a mão na cabeça que vai começar, o Rebolation, tion, tion. O Rebolation, tion, tion. O Rebolation, tion, tion. O Rebolaaaaaation.”

Acorda! Você  não tá no carnaval, tá na agência. Fecha rápido o Youtube que o atendimento tá chegando com um briefing pra você criar em 2 horas. O seu rebolation começa assim: o cliente não sabe o que quer, você não tem a mínima ideia do que fazer e o atendimento não sabe se chora ou se vai embora.

Cara, essa música foi feita para agência de propaganda. Não consigo imaginar ela em outra profissão. Tudo bem que o advogado tem lá suas tretas, o médico tem suas emergências, o motorista de ônibus tem seus assaltos. Mas pegar um briefing criptografado é triste. E não para por aí. O cliente tá sem verba, aquele VT vai virar um e-mail marketing, beleza? Faz parte.

Dentro de uma agência a dança da ralação é muito maior do que todo o glamour que quem ta do lado de fora ainda insiste em imaginar. Não só pela quantidade de trabalho. Mas também porque muitas vezes nos deparamos com uns Cumpadi Washington da vida que de uma hora pra outra ficou rico com uma rede de sapataria e acha que sabe tudo de mercado. Pior, de comunicação também. Só dando um pé na bunda mesmo.

São poucos os que deixam uma agência de propaganda comandar o espetáculo. Ou é confiança de menos no nosso trabalho ou é confiança de mais no negócio dele. Também faz parte, eu não confio em advogado. Mas é o bom dessa profissão. Estamos sempre no limite, ou muito puto ou muito satisfeito e, mesmo com as pepinadas, quando tudo termina dá uma sensação de dever cumprido. Bom demais. Por isso sempre digo que quem quer entrar pra esse show precisa estar preparado, não é só vestir a camisa da banda. Tem que saber a história dela, tem que curtir, gostar, insistir.

Porque só quem tem tesão pela publicidade é que convive com ela por muito tempo. É coisa de fã, não tem como explicar. E mesmo que você tenha que se virar para fazer coisas bizarras, vai achar a maior graça desse rebolation todo.

**

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.

João João Pitanga, 25, é capixaba e se formou em Publicidade dizendo que no final tudo ia dar certo. Não deu, virou redator. Não se imagina fazendo outra coisa a não ser escrever e por isso conta os dias para trocar uma ideia com a gente na Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.

joaopaulopitanga@hotmail.com | http://twitter.com/joaopitanga